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Roger Waters defende Maduro e ataca EUA: “tirem as mãos da Venezuela”

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Não é segredo para ninguém a posição política deRoger Waters, e agora o ex-Pink Floyd deu sua opinião sobre a situação atual da Venezuela.

Usando seu Twitter neste domingo (03), o músico defendeu o governo de Nicolás Maduro no país sul-americano. O britânico ainda acusa o governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de querer interferir na política do local por interesse em petróleo. Trump apoia Juan Guaidó, líder da oposição venezuelana que se declarou presidente interino do país e já recebeu apoio de diversos países, inclusive do Brasil.

Waters chamou a empreitada de “golpe de Trump”, e declarou:

“Parem com essa insanidade do governo dos EUA. Deixem o povo venezuelano em paz. Eles têm uma democracia real. Pare de tentar destruí-la para que 1% possa explorar o óleo. Estados Unidos, fiquem fora disso!”

Enquanto alguns fãs apoiaram a campanha de Waters, a maioria se mostrou contra a declaração.

Uma das seguidoras do músico cujos comentários tiveram maior repercussão fez um longo e emocionado desabafo:

“Estou chorando. Meu maior ídolo na música acabou de defender o governo que arruinou o meu país e a minha família, que me forçou a fugir para tentar ter uma qualidade de vida decente. Roger, você não faz ideia do que está acontecendo na Venezuela, você não conhece as nossas leis, você não sabe como a situação é miserável.

Essa não é uma questão de esquerda contra a direita. As pessoas estão morrendo de fome, temos a maior inflação do mundo, não temos remédios, e temos as maiores taxas de crimes na América Latina. De acordo com a nossa constituição (artigos 223 e 333) Guaidó é o presidente até que possamos ter novas eleições.

A maioria da oposição nem é de direita, mesmo a esquerda democrática venezuelana não apoia Maduro, ele nos levou à pior crise da história. Maduro tentou dissolver o parlamento que nós elegemos, que tinha maioria de oposição, com eleições fraudulentas para uma nova assembleia constituinte. Ele pulou etapas do processo legal para fazê-lo e também não deixou a oposição participar. Essas eleições não são democráticas. A Venezuela não é uma democracia.

Eu não apoio Trump de maneira alguma, eu não concordo com as suas políticas. Mas agora precisamos de toda ajuda possível. Maduro não quer deixar o poder e mandou militares para abafar os protestos contra ele. Centenas de estudantes foram assassinados, presos e torturados. Precisamos de toda ajuda internacional.”

Maduro foi reeleito em Maio em um pleito considerado ilegítimo pela oposição e pelo mundo, e Guaidó se autoproclamou presidente interino no dia 23 de Janeiro. O presidente da Assembleia Nacional tem apoio dos EUA, Brasil, União Europeia e mais.

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